É a mais tradicional aplicação e de eficiência amplamente reconhecida. Hoje, desde a limpeza de peças fundidas, usinadas, passando por carburadores e até mesmo peças de aviões e navios podem ser limpas com jateamento. Praticamente todos os setores industriais são usuários do processo, nem que seja para manutenção em geral.
Um dos fatores de maior importância para o bom desempenho da pintura é o preparo da superfície. As tintas aderem aos metais por ligações físicas, químicas ou mecânicas. As duas primeiras ocorrem através de grupos de moléculas presentes nas resinas das tintas que interagem com grupos existentes nos metais. A ligação mecânica se dá sempre associada a uma das outras duas e implica na necessidade de uma certa rugosidade na superfície.
Preparar a superfície consiste na execução de operações que permitam obter limpeza e rugosidade da superfície de aço a ser posteriormente pintada. A limpeza elimina os matérias estranhos, como contaminantes (óleo, graxas, suor, compostos solúveis, carepas de laminação, etc.), oxidações e tintas mal aderidas, que possam prejudicar a aderência da nova tinta. A rugosidade aumenta a superfície de contato e também ajuda a melhorar esta aderência.
Diversos são os contaminantes do aço carbono, dentre eles se destacam: óleos ou graxas, suor, compostos solúveis e carepa de laminação. As operações de limpeza podem ser feitas com ferramentas manuais (lixadeiras e escovamento), ferramentas mecânicas (escovas e lixadeiras rotativas e, pistolas de agulhas), por jateamento abrasivo (granalha de aço) ou por tratamento químico.
A preparação da superfície metálica (jateamento abrasivo) constitui uma etapa importantíssima na execução de uma pintura industrial. No preparo de superfícies além da limpeza nos padrões St2 e St3 (limpeza “cuidadosa” e “rigorosa” respectivamente) executamos todos os graus de jateamento abrasivo.